Na manhã de 22/09/98 o proprietário da fazenda, com mais cinco fazendeiros, foram armados até a fazenda Perobas. No acampamento eles ameaçaram os trabalhadores dizendo que iriam retira-los de lá, a força, prometendo matar a todos caso a ocupação não terminasse em 1 hora.
Em seguida os fazendeiros saíram dizendo que buscariam reforço.
Neste ínterim chegaram alguns policiais militares que ficaram apenas observando.
Por volta das 14 horas, chegaram mais ou menos 100 fazendeiros armados, em 40 camionetas, alguns deles emcapusados, que cercaram a fazenda, ateando fogo na mata onde os sem-terra estavam acampados.
A Polícia Militar limitava-se a assistir a violência dos fazendeiros.
Os trabalhadores só começaram a sair da área por volta das 18 horas do dia 22/09/98.
Durante esse conflito o Frei Rodrigo, mais o agente de pastoral, Marcelo Resende, estavam na cidade de Santa Vitória entrando em contato com autoridades civis e militares do estado.
Por volta das 16:00 horas o Frei Rodrigo, Marcelo e integrantes da CUT procuraram o Promotor de Justiça local. Esse se disse admirado, pois até aquele momento nenhum pedido de liminar reintegração de posse, havia sido impetrado pelo proprietário.
Em contato com o Comando Regional da PMMG, o Promotor e o Frei Rodrigo foram informados de que havia sido feito um acordo e que os fazendeiros haviam se retirados da área, bem como os sem terra estavam saindo da mesma. Frei Rodrigo comunicou ao comando da PMMG regional, que estava se deslocando para a área, quando ficou sabendo pelo comando que um Major estava se deslocando com três viaturas.
Com a informação de que tudo estava resolvido, saíram dois carros em direção a Fazenda Perobas, uma Elba vermelha, que levava integrantes da CUT e o Rivelino do MST, e um Gol que levava Frei Rodrigo Peret coordenador da Pastoral Rural (APR) e Marcelo Resende agente de pastoral da APR, e Zé Henrique da CUT Regional Triângulo Mineiro.
Após andarem 10 km foram interceptados por duas camionetes, uma vermelha e uma branca. O Gol ficou entre as duas e a Elba de frente para a uma camionete.
Dois integrantes da Elba foram agredidos, Rivelino do MST e Célio da CUT. Porém, conseguiram fugir com a Elba, que foi alvejada pelos fazendeiros.
O Gol também foi abordado pela quadrilha de fazendeiros. Seus integrantes forçados a saírem do carro. Um dos fazendeiros dizia, "vamos dar um passeio com eles", quando outro retrucou "agora não dá para fazer o que combinamos, porque você deixou o outro carro fugir".
Nesse momento um fazendeiro desferiu um murro no rosto do Frei Rodrigo, que foi ao chão, em seguida os outro começaram a chutar seu corpo, enquanto os outros dois eram agredidos. Dois chutes foram desferidos na cabeça do Frei, que entrou em convulsão mordendo a língua, e com o corpo todo enrigecido e tremor.
Logo que o Frei Rodrigo começou a ter esse início de convulção, alguns dos agressores permitiram que o Marcelo e o Zé Henrique socorressem o Frade , colocando-o no banco de trás do Gol.
16) Foi nesta hora, que um dos fazendeiros apontou uma arma para na direção à cabeça de Frei Rodrigo e a disparou, só não conseguiu matá-lo porque a bala desviou. Acredita-se que a bala desviou porque houve inclinação da arma para baixo ao puxar o gatilho. A bala se fixou na parte de traz do banco onde o Frei estava sentado, se tivesse ultrapassado teria atingido as costas do Frei.
Neste momento, tanto Marcelo como Zé Henrique tentaram socorrer Frei Rodrigo que estava desacordado, e os membros da quadrilha se manifestaram no sentido "terminar o serviço", foi nesta hora que a polícia apareceu ocasionando a fuga dos meliantes.